08/07/2021 às 09h02min - Atualizada em 08/07/2021 às 18h00min

Dólar passa a operar com instabilidade após chegar a R$ 5,31

Nesta quinta-feira (8), a moeda norte-americana avançou 0,28%, a R$ 5,2538.

Portal G1 - Economia
https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/07/08/dolar.ghtml


Na quarta-feira (7), a moeda norte-americana avançou 0,59%, a R$ 5,2393. Nota de US$ 5 dólares
REUTERS/Thomas White
O dólar passou a opera com instabilidade nesta quinta-feira (8), depois de flertar com o patamar de R$ 5,30, com o mercado fortemente influenciado pela venda de US$ 500 milhões pelo Banco Central via swaps cambiais, a primeira oferta líquida do tipo desde março e ocorrida após a cotação saltar acima de R$ 5,30 no fim da manhã.

Às 15h18, a moeda norte-americana subia 0,15%, vendida a R$ 5,2474. Veja mais cotações. Na máxima da sessão, chegou a R$ 5,3135. Na mínima, foi a R$ 5,2193.
A bolsa de valores opera em queda, em torno dos 125 mil pontos.
No dia anterior, a moeda norte-americana subiu 0,59%, a R$ 5,2393. Com o resultado, o dólar passou a acumular alta de 1% frente ao real. No mês, já subiu 5,36%.
Atuação do BC
O Banco Central vendeu nesta quinta-feira US$ 500 milhões em oferta líquida de contratos de swap cambial tradicional, na primeira operação do tipo desde março, conseguindo amenizar a pressão no mercado de câmbio depois de o dólar superar R$ 5,30 mais cedo e emendar a oitava alta consecutiva.
O swap é um derivativo que permite troca de taxas ou rentabilidade de ativos financeiros. No caso do swap cambial tradicional ofertado pelo BC, o título paga ao comprador a variação da taxa de câmbio acrescida de uma taxa de juros (cupom cambial). Em troca, o BC recebe a variação da taxa Selic.
Ao recorrer a esse instrumento, o objetivo do Bacen é evitar movimento disfuncional do mercado de câmbio, provendo "hedge" cambial - proteção contra variações excessivas da moeda norte-americana em relação ao real - e liquidez aos negócios. A colocação de contratos de swap tradicional pelo BC, portanto, funciona como injeção de dólares no mercado futuro de dólar.
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Cenário
O Federal Reserve (BC dos EUA) divulgou na véspera a ata de sua última reunião de política monetária, na qual evitou sinalizar mais claramente quando poderá começar a debater corte de estímulos adotados durante o começo da pandemia - e que ajudaram a sustentar os mercados desde então.
Não bastasse, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou inesperadamente na semana passada, indicação de que a recuperação do mercado de trabalho após a pandemia de Covid-19 continua instável.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 2 mil para um número com ajuste sazonal de 373 mil na semana encerrada em 3 de julho, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta. Economistas consultados pela Reuters previam 350 mil novos pedidos para a última semana.
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"Foi um (Fed) cautelosamente 'dovish' (favorável a uma política monetária mais frouxa)", disse Leon Abdalla, analista de investimentos da Rio Bravo. "No fim, as avaliações do Fed ainda indicam bastante liquidez no mercado", acrescentou.
Na cena doméstica, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os números da inflação oficial do país em junho. Puxada pela alta da energia elétrica, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,53% em junho, atingindo 8,35% em 12 meses.
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Permanecem ainda no radar dos investidores os desdobramentos dos trabalhos da CPI da Covid, fonte de mais ruídos políticos recentemente. Na quarta, o ex-servidor do Ministério da Saúde Roberto Dias foi preso pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), acusado de mentir sobre as denúncias de superfaturamento e pedidos de propina.
A tensão política escalou com reação do Ministério da Defesa, em uma nota crítica a Aziz. O presidente da comissão afirmou que fazia "muitos anos" que o Brasil não via "membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo".
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As Forças Armadas disseram que Aziz foi "leviano" e "irresponsável" ao dizer que há militares envolvidos em "falcatrua" no governo. O documento é assinado pelo ministro Braga Netto e pelos comandantes das Forças Armadas.
Após a divulgação da nota, Omar Aziz disse no plenário do Senado que a fala foi "pontual" e que as Forças Armadas não devem intimidá-lo. "Minha fala hoje foi pontual, não foi generalizada. E vou reafirmar o que eu disse lá na CPI. Pode fazer 50 notas contra mim, só não me intimida", afirmou.
Variação do dólar em 2021
Economia G1

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/07/08/dolar.ghtml

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