22/04/2022 às 10h44min - Atualizada em 22/04/2022 às 14h52min

Guerra da Injustiça

Guilherme Augusto de Carvalho (*)

SALA DA NOTÍCIA NQM
https://www.uninter.com

Divulgação

Em uma guerra, quem sempre sofre é o lado mais fraco, a população vulnerável é obrigada a colher frutos que não plantou. Problemas são comuns a todos os seres humanos, mas ter que lidar com conflitos políticos que escapam do controle humano é sempre um desafio. Já não bastam os problemas e dificuldades que a vida traz, é preciso, em uma guerra, lidar com embates políticos, que fogem aos nossos controles. 

A guerra é injusta, primeiramente por causa de toda a destruição e caos que pessoas inocentes terminam por ter de enfrentar. Ela força as pessoas a abandonar suas vidas e seguir o rumo da incerteza. Seja a incerteza de estar vivo, de ter condições de conseguir o básico para viver ou mesmo pela falta de paz. Ver toda a vida que construímos cair por terra já é difícil o suficiente, quem dirá perder parentes e entes queridos para uma guerra. 

Em segundo lugar, a guerra é injusta por ser uma luta que, muitas vezes, não é daquelas pessoas e sim uma ação gananciosa de soberanos que querem dominar outras nações. O poder corrompe, transforma um líder em alguém que lidera em nome de dominar e impor sua visão política, ao invés de ser uma pessoa governando em nome do bem comum, como deveria ser. Termina sendo o poder pelo poder! 

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), quase mil civis foram mortos por conta da guerra da Ucrânia, sendo que 2571 pessoas foram afetadas com esse conflito e 1594 civis foram feridos. De acordo com a ONU, esses números podem ser ainda maiores, visto que as informações de alguns lugares onde aconteceram os conflitos graves não foram divulgadas.   

Nada vale mais do que a vida. Dinheiro e status nenhum pagam o milagre de poder viver e estar vivo. Por isso, a guerra se torna injusta, pois coloca o poder político e o lucro acima das pessoas e da própria vida.  

Eu sei que a paz entre nações nem sempre é fácil, principalmente por conta das diferenças culturais e sociais. Mas, acima de tudo, somos todos irmãos, somos seres humanos, por isso precisamos aprender a lidar com as diferenças e tratar o próximo com humanidade. Existe uma frase, atribuída a Martin Luther King, que diz o seguinte: “Temos de aprender a viver todos como irmãos ou morreremos todos como loucos”. 

Que possamos aprender essa lição, antes de colhermos problemas maiores.  

(*) Guilherme Augusto de Carvalho é bacharel em Teologia, especialista em Filosofia, Ciências da Religião e Ensino Religioso. Professor da área de Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter. 

 


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