07/04/2022 às 22h37min - Atualizada em 08/04/2022 às 00h00min

Liberação de máscaras em ambientes fechados completa um mês no Rio

O Rio de Janeiro foi a primeira capital a abolir o uso das máscaras contra a Covid em ambientes fechados. E outras capitais fizeram o mesmo nos dias seguintes. Especialistas avaliam os efeitos desse movimento.

Portal G1
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O Rio de Janeiro foi a primeira capital a abolir o uso das máscaras contra a Covid em ambientes fechados. E outras capitais fizeram o mesmo nos dias seguintes. Especialistas avaliam os efeitos desse movimento. Há um mês, o Rio de Janeiro se tornava a primeira capital a abolir o uso de máscara em locais fechados
Há um mês, o Rio de Janeiro foi a primeira capital estadual brasileira a abolir o uso das máscaras contra a Covid em ambientes fechados. E outras capitais fizeram o mesmo nos dias seguintes. O Jornal Nacional foi saber como especialistas avaliam os efeitos desse movimento.

A gente não via a hora de tirar a máscara, mas quando essa hora chega:
“É a primeira vez que estou saindo e é a primeira vez que estou sem máscara, e estou tentando me habituar ainda. Agora, quando entrei no corredor do shopping, estou vendo um sim, um não, um sim, um não. Então, estou um pouco perdida, sem saber o que fazer”, conta a cozinheira Tânia Maria Pinto.
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“Eu prefiro ainda não tirar. Ainda acho que vamos com calma. Já, já vai dar para tirar”, diz a médica Hanna Camilo.

Repórter: Já aboliu a máscara de vez?

Johnny Monteiro, orientador socioeducativo: Sim, depois da terceira vacina, sim. Vou para a academia, vou para o shopping. Mas, nos locais que pede para colocar máscara, eu coloco.

O estado do Rio de Janeiro, que já não exigia mais a máscara ao ar livre, foi o primeiro a acabar com o uso obrigatório também em ambientes fechados. Isso no dia 3 de março. No dia 7, a cidade do Rio se tornou a primeira capital do país a seguir essa medida.

Desde então, as médias de casos e mortes chegaram a aumentar no estado do Rio, mas depois caíram.

Outros estados fizeram a mesma coisa e deixaram na mão de cada prefeitura decidir se flexibiliza ou não o uso da máscara.

No estado de São Paulo, a decisão foi no dia 17 de março e não afetou a tendência dos números, que também seguiram em queda.

A mesma coisa aconteceu em Mato Grosso do Sul, no Distrito Federal, em Santa Catarina e em Rondônia.

Atualmente, em 11 estados e no Distrito Federal, o uso de máscaras não é mais obrigatório - exceto em algumas situações, como hospitais e transporte público.

Em 14, está liberado em lugares abertos. Já nos fechados, o uso é obrigatório ou liberado apenas em cidades com bons índices de vacinação.

A Paraíba é o único que ainda exige máscaras em todos os lugares.

“Nós tínhamos um cenário lá atrás em que não usar máscara era muito perigoso. Por quê? Porque enfrentava uma população não vacinada. Hoje, nós temos variantes que são menos agressivas e temos uma população mais protegida, mais vacinada. Por isso, a retirada das máscaras não está causando um estrago tão grande”, explica Pedro Hallal, epidemiologista da Ufpel.

“Eu defendo ainda a manutenção de cuidados, como, por exemplo, o uso de máscaras de boa qualidade em ambiente fechados, como defendo os autotestes em qualquer circunstância, sintoma, contato etc, no sentido de fazer essa prevenção. Como defendo também a solicitação de passaporte vacinal em eventos, festas, em qualquer questão social com maior número de pessoas”, afirma Margareth Dalcolmo, pneumologista e pesquisadora da Fiocruz.

Aos poucos, no Brasil, esse símbolo da pandemia vai deixando de ser uma obrigação e se tornando uma opção. Agora, a pandemia não acabou e ainda há alguns desafios para superar antes que todo mundo possa e se sinta seguro para tirar a máscara.

Um deles é a desigualdade na vacinação entre os estados. Enquanto São Paulo já imunizou mais de 90% da população, o Amapá, pouco mais da metade.

Outros desafios são a vacinação das crianças e a dose de reforço.

“A cobertura vacinal entre as crianças ainda é muito baixa. Também a cobertura de dose de reforço ainda está num patamar baixo e, agora, a gente iniciou a segunda dose de reforço, que é muito importante, principalmente para os idosos. A gente pode retirar a máscara porque os indicadores de casos, hospitalizações e óbitos permitem essa retirada, mas sempre acompanhando os números, porque eles vão determinar ou não a retomada dessas medidas”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Julio Croda.

Fonte: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2022/04/07/liberacao-de-mascaras-em-ambientes-fechados-completa-um-mes-no-rio.ghtml


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