23/03/2022 às 13h23min - Atualizada em 23/03/2022 às 15h19min

Uma análise ao poder de comunicação do “Golpista do Tinder”

Netflix lança documentário que conta história de um homem que deu "golpes" financeiros em várias mulheres

SALA DA NOTÍCIA Laila Wajntraub
Agência Image 360
Clube da Fala

**Laila Wajntraub
 

No último dia 2 de fevereiro, a Netflix, famosa plataforma de streaming, lançou o documentário o “Golpista do Tinder”. A obra aborda a história de um homem que se passa por um magnata do ramo dos diamantes, para e conquistar e dar golpes milionários em mulheres na internet. Algumas delas, porém, não aceitam o que aconteceu e querem justiça.
 

Quem assistiu ao filme conseguiu reparar no poder da fala, da oratória do personagem, principalmente em relação às suas vítimas. Diante disso, é válido fazer uma análise de sua comunicação verbal e gestual, responsável por convencer as mulheres a fazer o que ele pedia. Confira:
 

Aspecto do apelo emocional: no documentário, o personagem central aborda as mulheres por meio de histórias da sua "carreira bem-sucedida". Além disso, utiliza informações coletadas da vida íntima da vítima, para criar mais conexão emocional . E isso funciona! Funciona porque contar boas histórias é um recurso de comunicação para criar identificação com o ouvinte.
 

Aspecto do uso da imagem: também não é segredo a “vida luxuosa” do golpista como pano de fundo. A sua bela imagem, atrelada às roupas finas, em um contexto social elitista, potencializam o seu capital erótico. Essa combinação atraía as vítimas e as estimulavam a dar mais atenção a ele. Usar o capital erótico a seu favor ajuda a reter atenção das pessoas durante uma conversa ou discurso.
 

Aspecto do gatilho mental da reciprocidade: se ainda não viu o documentário, cuidado com o spoiler agora. Antes de o golpista pedir dinheiro para as vítimas e concluir o golpe, já havia proporcionado a elas viagens e jantares, oferecido mil e uma regalias daquela "vida de luxo" que vivia. Toda essa oferta no início da relação cria um gatilho mental de reciprocidade nas vítimas, ao ponto em que elas se sentem na obrigação de ajudá-lo quando necessitar.
 

**Laila Wajntraub: Fundadora do Clube da fala, Fonoaudióloga e Professora de Oratória. Laila tem vasta experiência com especialização em Fonoaudiologia Empresarial, conhecimentos em neurociência, teatro e pós-graduada em Psicologia Positiva. Trabalha com oratória em cursos, palestras, consultorias individuais e empresariais há 20 anos.

 

Sobre o Clube da Fala:
 

O Clube da Fala é atualmente referência nacional por utilizar conceitos de Fonoaudiologia, Psicologia Positiva, Metodologia DISC, Neurociência, Programação Neurolinguística (PNL), técnicas de Oratória e Teatrais e tem como meta treinar e desenvolver cada vez mais pessoas com os seus cursos presenciais e online de excelência. A instituição já capacitou a comunicação de mais de 10 mil alunos e tem hoje diversas empresas filiadas, entre clientes e parceiros. Como por exemplo: Bank of America, IBM, Grupo Trigo, Pinheiro Netto Advogados, Radix, B2W, YDUQS, Anatel, ETALENT, Petrobras, Subsea7, Prudential entre outros.


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